Os desafios que surgiram nos últimos 20 anos são surpreendentes. A entrada no século XXI não poderia ser mais aliciante e o privilégio de ser espectador na mudança que a humanidade assumiu querer ficará para sempre registado como momentos que mudaram a nossa História.

É importante atentar que a velocidade com que tudo acontece, com que tudo se passa, é estonteantemente avassaladora. O mundo corre atrás da concretização de ideais há muito imaginados mas que até hoje nunca conseguiu materializar.

Para muitos a sociedade está a mudar. Para outros já mudou. E para alguns ainda estamos no começo. É nesta ultima que me coloco.

A metamorfose paradigmática social é transversal à forma como comemos; à forma como dormimos; ao papel das mulheres na sociedade; ao respeito pelos animais; à adição a gadgets tecnológicos; ou até a forma como aceitamos ser monitorizados diariamente para que o consumismo atinja o seu aparente auge; isto para referir alguns exemplos que me ocorrem ao escrever este texto.

Mas há algo que nos segue desde o Império Romano e que continua milimétricamente igual: o dinheiro. Chamou-se Ouro, Escudo e agora Euro. Foi controlado pelo Imperador, depois pelo Rei e hoje pelo Banco. E quando será realmente nosso?

Quando em meados de 2003 comecei a acompanhar os manifestos dos Cypherpunks interessei-me por uma utopia que, alguém como eu que vem de humanidades, sempre acreditou ser possível. E quando em finais de 2009 li pela primeira vez o Whitepaper de Satoshi Nakamoto confesso que nunca acreditei que um anónimo pudesse mudar o mundo. Continuo a não acreditar.

Um anónimo pode dar o mote, ser a força iniciadora. Mas nunca será quem concretiza, quem massifica. E foi por isso que decidi avançar para a concretização humana e pragmática dos ideais no Cyberespaço defendidos.

Inspirado pelas ideias de 2013 nos EUA, especialmente pelos irmãos Winklevoss, é minha absoluta convicção que o dinheiro digital livre, descentralizado, só será uma realidade de massiva adopção se houver unidade humana. Mas relembro aos mais distraídos que a tecnologia Blockchain é muito mais que dinheiro digital.
O conceito descentralizado faz com que o dinheiro, em si e por si, até possa vir a ser apenas a consequência da essência presente: Um sistema de comunicação ultra-rápido; ultra-seguro; ultra-eficaz; que poderá ser aplicado em praticamente todas as áreas da sociedade.

Parece paradoxal falar em descentralização e apelar a unidade humana. Mas sim, lúcidamente afirmo que descentralizadas são as máquinas. Nós, enquanto pessoas (e essa condição que nunca seja esquecida), vivemos em sociedade, em grupo. Somos caçadores diurnos, não furtivos, organizados em equipa e assim espero que continuemos.

Por estes mesmos motivos co-fundei esta associação. Para representar honesta e responsavelmente uma comunidade de portugueses que cresce exponencialmente a cada semana que passa.

E os objetivos são claros:

  • Combater e erradicar todos os esquemas e tipos de Scam; Ponzi; Pirâmide; e Multinivel parasitariamente anexos à tecnologia Blockchain e ao dinheiro digital e que apenas e só a descredibilizam.
  • Informar e promover a tecnologia Blockchain em todas as suas vertentes pela sociedade.
  • Sensibilizar e colaborar com os diversos agentes legisladores no sentido de conseguir uma regulamentação e procedimentos favoráveis e dignos, que permitam um crescimento sólido e saudável da tecnologia Blockchain.
  • Ajudar e incentivar o tecido empresarial português a adoptar pagamentos em criptomoedas bem como desenvolverem negócios e soluções para a vida das pessoas assentes na tecnologia Blockchain.

E termino afirmando clara e convictamente que dificilmente alguma sociedade adopta massivamente algo sem informação (ou adição para quem vem do marketing). E apenas e só com uma organização estável e sólida conseguiremos atingir os nossos objectivos.

Esta associação de nada valerá sem sócios. É convosco que conto para esta jornada que poderá mudar a vida como a conhecemos e juntos conseguirmos dar o nosso decisivo e necessário contributo para implementar em definitivo aquela que considero ser a ultima grande invenção de criação exclusivamente humana.

Fred Antunes

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